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Produtores do Sudoeste protestam contra invasões

29 Outubro 2015 11:39:48

Participaram do ato representantes de 70 municípios, além de lideranças de entidades de classe

Assessoria de imprensa da FAEP

Cerca de 1300 produtores rurais da região Sudoeste do Paraná e do Oeste de Santa Catarina fizeram um ato público em Palmas (24/10), a 360 km de Curitiba, em protesto contra as invasões de terra e pela defesa do Estado de Direito.

O "Movimento da Comunidade pela Paz, Ordem e Respeito às Leis" começou no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) do município e seguiu em carreata até ao centro da cidade, onde atraiu mais de duas mil pessoas. À frente da carreata foi uma tropa de cerca de 40 cavaleiros, seguidos de 50 tratores, 19 colheitadeiras, 35 ônibus, 35 caminhões e pelo menos 200 carros.

Ainda antes da carreata, no CTG, os produtores rurais fizeram assembléia e aprovaram a "Carta de Palmas", que será enviada às autoridades dos três poderes da República.

Aderiram ao protesto trabalhadores, comerciantes e empresários preocupados com a violência no campo e as consequências que os desmandos do MST podem ter sobre a paz, a estabilidade e o desenvolvimento econômico. Em solidariedade e apoio aos produtores rurais, o comércio de Palmas fechou às portas no horário da carreata.

O recado dado pelos moradores da região é que o Sul do país quer um basta às invasões de terra e o cumprimento imediato das ordens da Justiça para reintegração de posse das áreas invadidas. O descontentamento popular com os abusos dos sem terra e a maneira permissiva como os governos tratam o assunto foi formalmente retratado na Carta de Palmas, que será enviada às principais autoridades dos três poderes da República.

Somente no Paraná, existem 76 imóveis rurais à espera de reintegração de posse pelo governo; a maioria foi invadida neste ano e já têm ordem judicial para devolução aos legítimos proprietários. O número de imóveis invadidos contrasta com o número de reintegrações, apenas 24 este ano, por acordo ou ação policial.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Palmas, José Antônio Bueno, o protesto serviu para denunciar o tratamento injusto dado aos produtores rurais, que alimentam o país, enquanto há excessiva complacência com militantes de movimentos revolucionários interessados na política do "quanto pior melhor". Enquanto os governos impõem aos produtores aumento da carga tributária e duras exigências ambientais, os invasores de terra são tratados com privilégios e subserviência.

Além de criticarem a tolerância com a violência praticada pelo MST, agricultores do Oeste de Santa Catarina também denunciaram desapropriações sumárias, por parte do Ministério da Justiça, de terras vizinhas a reservas indígenas. Muitas destas terras estão sendo tomadas dos produtores, apesar dos documentos de propriedade de várias décadas, alguns de mais de 100 anos.

Com o protesto, as populações do sudoeste paranaense e oeste catarinense procuraram mostrar claramente que não aprovam os métodos violentos de ação do MST. "Os agricultores e nossa comunidade em geral são amantes da paz que confiam nas autoridades competentes. Com o nosso trabalho, geramos riquezas e contribuímos para o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro", destacou o presidente do Sindicato Rural de Palmas.

Quinto grande protesto contra invasões

A manifestação em Palmas foi o quinto grande protesto de produtores rurais no Paraná – apoiados pela comunidade, comércio e indústria – contra as invasões e em defesa do Estado de Direito. Antes, as pessoas já haviam saído às ruas para pedir um basta aos desmandos do MST em Guarapuava (07/07), Ponta Grossa (14/07) Cascavel (28/07) e Paranavaí (15/08).

Em todas as manifestações houve apoio dos moradores da área urbana, de trabalhadores, empresários e comerciantes que fecharam as portas de seus negócios em solidariedade aos produtores rurais.

O alerta, repetido em cada protesto, e nas cartas enviadas às autoridades, é de que o não cumprimento da lei é uma ameaça ao campo e às cidades, assim como a todo o Estado de Direito e à estabilidade necessária para o crescimento econômico. Lições do passado indicam que a perspectiva de impunidade só faz crescer os abusos. " Hoje os sem-terra estão invadindo fazendas, amanhã os sem-carros vão roubar o seu carro, os sem-teto invadir sua casa e assim por diante. É preciso dar um basta nesse desrespeito à lei, à Constituição", já havia alertado em Ponta Grossa o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

Presenças - Entre a comunidade do Paraná e Santa Catarina reunidas em Palmas, estiveram representantes de 70 municípios, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, representantes da Federação da Agricultura de Santa Catarina, do Conselho das Sociedades Rurais, da OAB, das Associações Comerciais e Industriais, dos Sindicatos Rurais do Sudoeste, prefeitos, vereadores e os deputados federal Airton Roveda e estadual Antonio Anibelli. No final do encontro foi elaborada a Carta da Lapa, que será enviada às autoridades.



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